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Discutiam Pylka e Rutja

como não mais trabalhar.

Pylka, então, se levantou.

Sua calça ao se enganchar

causou um enorme rasgão

– ih! terei que costurá-la.

Lembrou-se do combinado.

Retornaram a discussão.

 

Começaram a brigar.

Com o casaco rasgado

saiu Rutja assim da briga,

indo cada um pro seu lado.

 

Cada qual com agulha e linha

começou a costurar

sua roupa desolado.

Pylka, enfim, ao terminar

espreguiçando-se disse:

– oh! Rutja, era impossível

ficarmos sem trabalhar.

Rutja, meditando: – incrível

com vagabundo pactuar,

posto que afinal de contas

nada demais há, enfim,

O tempo em algo ocupar.

___

Eis aqui as reflexões

que fazem os que fracassam

em todos os seus intentos,

nas circunstâncias que passam

e muitas vezes pressionam,

impondo-lhes a fazer

o contrário do que dizem,

em um só acontecer.

***

(Poema Inspirado no conto PYLKA E RUTJA do Livro INTERMÉDIO LOGOSÓFICO, de Carlos Bernardo González Pecotche)


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