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(Poema Inspirado no conto homônimo do livro INTERMÉDIO LOGOSÓFICO, de CARLOS BERNARDO GONZÁLEZ PECOTCHE).

Um sábio ao sopé da montanha

com grande calma trabalhava,

em algo que não vem ao caso

e muita gente o contemplava.

Desde a cúspide da montanha

uma rocha veio a despencar

foi uma debandada geral,

todos querendo se abrigar.

Observou o sábio impassível

a incrível movimentação

da fugidia comitiva

mantendo-se em sua função.

 

Enfim, assentada a poeira

aquele sábio instalou

sobre a própria rocha o complexo

seu instrumental e expressou:

– era necessário contar

para a minha obra, afinal,

com isto ou com algo parecido,

nada mais do que natural.

___

Sempre a iminência de um perigo

com toda certeza escurece

o entendimento dos que não

sabem – e assim ninguém esquece –

se serenar e isso impede

calcular com real acerto.

as boas possibilidades

de salvação que estão por perto.

***


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