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(Poemas Inspirado no conto homônimo do livro INTERMÉDIO LOGOSÓFICO, de Carlos Bernardo González Pecotche).

Um palhaço que se achava

de cama muito doente

que o fizesse rir, pedia

seu filho, insistentemente.

Sua mãe lhe informou que não

mover-se ele poderia.

“ – Pinte a cara dele, então”,

o pequeno insistia.

Do filho, o pai ao capricho

atendeu com muita pena;

morreu com a cara pintada,

saindo assim de cena.

_________

Essa é a triste verdade

de quem pra ganhar o pão

usa outra fisionomia

e assim, finalmente, então,

Por ironia do destino

finda com a cara pintada

seus dias de expiação

de uma vida desolada.

***


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