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Referência Lucas 23.33-43 (NVT)

 33 Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, o pregaram na cruz. Os criminosos também foram crucificados, um à sua direita e outro à sua esquerda. 34 Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”. E os soldados tiraram sortes para dividir entre si as roupas de Jesus. 35 A multidão observava, e os líderes zombavam. “Salvou os outros, salve a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus”, diziam. 36 Os soldados também zombavam dele, oferecendo-lhe vinagre para beber. 37 Diziam: “Se você é o Rei dos judeus, salve a si mesmo!”. 38 Uma tabuleta presa acima dele dizia: “Este é o Rei dos Judeus”. 39 Um dos criminosos, dependurado ao lado dele, zombava: “Então você é o Cristo? Salve a si mesmo e a nós também!”. 40 Mas o outro criminoso o repreendeu: “Você não teme a Deus, nem mesmo ao ser condenado à morte? 41 Nós merecemos morrer por nossos crimes, mas este homem não cometeu mal algum”. 42 Então ele disse: “Jesus, lembre-se de mim quando vier no seu reino”. 43 E Jesus lhe respondeu: “Eu lhe asseguro que hoje você estará comigo no paraíso”.

A paz de Cristo, hoje vou falar do encontro que, para mim, é um dos maiores encontros de Jesus na Bíblia, o seu encontro com o “malfeitor” na cruz, a quem a tradição cristã deu o nome de “Dimas”.

Ao meu ver esse “Encontro de Jesus com Dimas na cruz no monte Caveira” é um encontro simplesmente ontológico, único, pois nunca ouve um igual e nem haverá…

Não tenho o intento de aprofundar a questão filosófica da expressão “ontológica”, mas quero apenas registrar que o significado de ontologia surgiu na Grécia antiga, por volta do século XVII, tendo os filósofos Platão e Aristóteles como principais precursores.

Na história da humanidade tivemos muitos encontros que impactaram o mundo, tais como:

Martin Luther King com Marlon Brando;

Charlie Chaplin com Albert Einstein;

Fidel Castro com Malcom X;

Steve Jobs com Bill Gates;

E o mais recente que praticamente parou a mídia do planeta foi entre o ditador norte-coreano Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump…

Tais encontros foram notícia em todo o mundo, mas nenhum deles se compara ao encontro de Jesus, na sua crucificação com o malfeitor Dimas.

Pois bem, o médico Lucas narra que três cruzes foram levantadas no monte Calvário. No dia da crucificação de Jesus foram erguidas três cruzes, numa delas estava o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e nas outras duas, os dois malfeitores.

Esse Encontro com Jesus no Calvário tem como cenário três cruzes `que apontam para três verdades distintas:

1ª Cruz – Cruz da Perdição

Na cruz que estava à esquerda da cruz em que estava Jesus, temos o malfeitor que blasfemava do nosso Senhor e Salvador (Lc 23.39).

a) Era um ladrão duro, insensível e sem fé;

b) Nada de arrependimento… Nem a hora da morte o comoveu;

c) Teve, junto de si, a salvação; no entanto, morreu como malfeitor que era;

d) Era um ladrão impenitente. Como viveu assim morreu;

e) O ladrão incrédulo conta a história de alguém que morreu nos seus pecados.

f) Se traçarmos um paralelo com os dias atuais, vemos um grande número de pessoas que espiritualmente estão pregadas nessa cruz da incredulidade, da perdição. Elas têm a oportunidade de reconhecerem Jesus Cristo como Senhor e Salvador, mas o rejeitam, agem até mesmo com cinismo, e caso não se arrependam dos seus pecados, podem acabar passando a eternidade no inferno.

2ª Cruz – Cruz da Salvação

Na cruz que estava à direita da cruz em que estava Jesus, temos o malfeitor a quem a tradição deu o nome de “Dimas”.

a) Ainda que a salvação seja improvável no último momento da vida, não é impossível. É o que nos ensina o acontecimento com Dimas;

b) Esse ladrão fez quatro coisas significativas:

1 – Primeiro: Tinha temor a Deus. Repreendeu o outro malfeitor, quando este blasfemava de Jesus. “Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?” (v.40).

2 – Segundo: Seu reconhecimento sobre si próprio. Reconheceu-se como malfeitor e que merecia a pena. – “Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez.” (v. 41).

3 – Terceiro: Ele defende Jesus. Provavelmente ela tinha ouvido algo a respeito de Jesus: “Este nenhum mal fez”. (v. 41).

4 – Quarto: Sua solicitação. Solicita a Jesus que o admita em seu reino, implicando o seu arrependimento. – “E acrescentou: Jesus lembra-Te de mim quando vieres no teu reino.” (v. 42).

a) A salvação do ladrão arrependido foi garantida por Jesus, através de suas palavras: “E Jesus lhe responde: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (v. 43).

b) Esse homem na hora derradeira, no confronto com a morte, no momento decisivo da sua existência fez algo notável, surpreendente, algo que nem o povo judeu, nem os escribas, nem os fariseus, nem os saduceus foram capazes de entender, que é o fato de Jesus possuir um reino e majestade, sendo Senhor e Salvador. No Império Romano, o imperador era visto como senhor e salvador, mas um malfeitor pregador numa cruz percebe que o verdadeiro Senhor e Salvador não era o Imperador César, e sim, Jesus Cristo de Nazaré.

c) A experiência desse ladrão nos conta a história do homem que morreu para o seu pecado.

d) Traçando novamente um paralelo com os dias atuais, também podemos entender que tem muita gente se arrependendo dos seus pecados e que irá gozar da vida eterna na presença de Deus na Nova Jerusalém – Glória a Deus. Aleluia.

 3ª Cruz – Cruz do Salvador

Na cruz do centro temos Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

a) Justamente Jesus é deixado no centro porque Ele nos dá a mensagem mais importante e sublime: A mensagem do amor. A morte de Jesus foi por amor aos homens.

b) Esse amor incondicional começou ali mesmo na cruz a dar seus frutos.

c) Um ladrão é salvo. Um centurião é comovido. “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (v.43). – “E o centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo.” (v.47).

d) O justo padeceu pelos injustos. “Mas Deus prova o Seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. (Rm 5.8).

e) Jesus é crucificado entre malfeitores e se cumpre a profecia do profeta messiânico: “…foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu” (Is 53.12).

Deus salvou um ladrão em um encontro chocante. Não conhecemos o dia de nossa morte. Hoje é dia de salvação. “Hoje se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração”. (Hb 3.8).

Nem o homem mais poderoso do planeta, Donald Trump, tem como salvar a sua alma. Apenas Jesus Cristo tem essa autoridade!

Vou falar alguns termos atribuídos a Jesus:

Filho do Homem; o Nazareno; O Carpinteiro; O Profeta; o Primeiro e o Último; o Alfa e Ômega; o Santo; Senhor; Filho de Deus; Senhor de todo; Senhor da glória; Autor da Salvação; Autor e consumador da fé; Bom Pastor; Braço do Senhor; Cabeça da Igreja; Conselheiro; Deus forte; Pai da eternidade; Príncipe da paz; Eleito de Deus; Emanuel; Estrela da Manhã; Libertador; Luz do Mundo; Pão da Vida; Galileu; Nazareno; Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Aleluia!

“Eu lhes digo a verdade: quem ouve minha mensagem e crê naquele que me enviou tem a vida eterna. Jamais será condenado, mas já passou da morte para a vida”. (João 5.24)


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