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Tenho duas notícias para você, uma boa e outra ruim. A notícia ruim é que a era do emprego formal, ortodoxo, com patrões e empregados, salários e benefícios, contrato de trabalho e carteira assinada está no fim. É um fenômeno mundial. A tradicional ideia de emprego com a qual sempre vivemos e fomos educados, com horário de trabalho, cinco dias por semana, no escritório da empresa, com férias, 13º salário, encargos trabalhistas e previdenciários, é um conceito do século XIX e que está desaparecendo com uma rapidez incrível. O velho estilo de trabalhar e crescer profissionalmente dentro das empresas e depois se aposentar já está sendo uma página virada no livro da história do emprego. Está acontecendo uma mudança radical no conceito de emprego, e os empregados convencionados estão desaparecendo do mapa.

O surto do desemprego no mundo inteiro está ai para confirmar. As transformações estão ocorrendo com intensidade e exigindo novas e diferentes formas de emprego, como o emprego temporário, o trabalho em tempo parcial, o trabalho em horários flexíveis, o trabalho remoto (em escritórios virtuais ou no chamado home office) para os que mantêm ainda o seu emprego. Os contratos de trabalho de curtíssimo prazo, a subcontratação, a terceirização, a parceria e outras formas de relacionamento no trabalho já ocorrem com muita frequência. Mesmo nos empregos que ainda remanescem está havendo uma espécie de just-in-time: o trabalhador eventual ou o empregado temporário, a chamada economia flexível.


A notícia boa é que a maneira de ganhar a vida não depende mais de um emprego formal no escritório de alguma empresa. Trabalhar não é mais essencialmente ter um emprego. É que as empresas estão passando por um enxugamento e se concentrando em duas atividades essenciais. Sobretudo, naquelas que agregam valor ao produto ou serviço e, principalmente, ao cliente. A evolução da TI está por trás disso tudo. A consequência na ponta de toda essa transformação é o surgimento da chamada empresa virtual, uma entidade sem existência física, provavelmente sem funcionários como os que existem hoje, cujas partes funcionais estão ligadas apenas eletronicamente. Não há edifícios, nem salas ou mesas, arquivos ou estacionamentos, refeitórios, elevadores, etc. É o escritório móvel ou virtual. E quando se pensa em mobilidade, as duas palavras-chave são miniaturização e comunicação. A primeira fez surgir os ultrabooks, smartphones, tablets, dispositivos que armazenam dados cada vez menores e mais potentes. A segunda provocou um acentuado avanço na velocidade e na capacidade de transmissão de dados, fazendo o mundo parecer menor. Ou pelo menos, encolher.


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