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É uma época singular. Um período lúdico e muito rico de nossa existência. Quem não se recorda da criança que foi? Quem não se lembra dos tempos quando era menino!

As reminiscências desses momentos vividos são mágicas e envolvidas com uma auréola resplandecente e cheia de saudosismos.

Alguns dizem: “- muito do que sou hoje, devo à criança que fui”. Outros, nostálgicos, se lembram de coisas e fatos que marcaram significativamente essa trajetória de pessoa e influíram, poderosamente, em suas atitudes e índole.

Até o cheiro de determinadas coisas faz lembrar os tempos de meninice.

As peraltices, hoje, são relembradas, com prazer e um fundo de nostalgia.

É uma fase formativa do caráter, da conduta, da idiossincrasia individual.

Algumas falhas, deficiências, propensões e, também, virtudes surgem e se desenvolvem nessa ocasião.

A criança vive num mundo à parte, um mundo mágico, da imaginação, um paraíso.

Ela vive ali protegida da realidade, muitas vezes dura e hostil que a circunda.

Algo a protege e a protegerá até que possa penetrar no mundo adulto, segura e com defesas para enfrentá-lo na luta insana pela própria sobrevivência e a dos seus.

Que proteção é essa? Alguns dizem que é o “anjo da guarda” que a protege, outros afirmam que “é seu próprio espírito”. Não importa o nome que se lhe possa dar, o certo é que algo protege esse pequeno infante indefeso e frágil, até que se fortaleça e se baste a si mesmo, na idade adulta.

Nesse mundo infantil, a imaginação é protetora e, como fada madrinha, transforma tudo com sua varinha de condão. O sabugo de milho vira boneca, a tampa de lata, vira roda, o cabo de vassoura, cavalo. Mas o adulto quer interferir nesse cenário e cria, com sua imaginação hipertrofiada um mundo fictício, quimérico, repleto de monstros e gigantes e o impinge ao menino que, assustado, foge e faz nascer em si um medo imposto que logo se transforma em temor que, em muitos casos, atormenta a sua vida até o fim de seus dias neste mundo.

Muito agradável é fazer um alto na caminhada de adulto e evocar as imagens ingênuas da infância que ao desfilarem pela tela mental reverdecem as esperanças por um mundo melhor e promissor!

A infância necessita de um ambiente favorável ao desenvolvimento do ser. Não se deve discutir na presença do menino. Não se deve utilizar o recurso violento da ameaça. O lar deve ser tranquilo, respirar um ambiente agradável, porque isso sossega a parte psíquica do pequeno, sempre inquieta, e então permite que a educação se acentue sem nenhuma dificuldade.

A paralisia infantil é um mal físico que se está erradicando do País, graças a um programa de vacinação consciente da população infantil, mas o que poderemos dizer da paralisia mental, que é um mal psicológico-mental que deve também ser banido, para que nossos filhos cresçam sadios moral e espiritualmente?

Quem não se sente bem ao evocar a criança que possui dentro de si e que não deverá morrer nunca?

Alguns valores estão presentes na vida infantil, como a espontaneidade, a inocência e o pudor, sem falar da alegria.

A inocência nos instantes da infância é sublime e superior, aproxima o pequeno do mundo de Deus, transcende as mazelas e males de um cotidiano que hoje, infelizmente, estamos acostumando a presenciar, traduzido em violência e maldade.

Seria um valor, como muitos que estamos perdendo com o tempo, em meio a esse avassalador materialismo que nos consome?

Será que as pessoas poderiam resgatar, por exemplo, o pudor e a espontaneidade que se gestaram e viveram na infância?

Certa vez ouvi que um mestre de sabedoria teria dito que “a criança é sábia, porque é inocente. O adulto evoluído é inocente, porque tem sabedoria”. Que queria dizer com isso? Há valores perdidos que deveríamos resgatar para vivermos uma vida melhor, superior e digna de nossa espécie?

As gerações passadas gozaram de uma infância longa e feliz, as de hoje têm esse direito inalienável, portanto, fazer com que as de hoje e do futuro sejam mais felizes e capazes que a nossa e as de ontem é um dever irrenunciável de todos que, de uma forma ou de outra, somos responsáveis pela educação e queremos o bem-estar de cada cidadão, em nossa comunidade.


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