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Os fins de ano e os períodos de férias são considerados por muitos como a melhor época do ano. O natal sem dúvida alguma costuma ser uma época muito especial visto que as pessoas, em sua maioria, faça chuva ou sol, se esforçam para passar um tempo com a própria família, com a família de origem ou ainda aquela reunião especial em que primos e tios irão se conhecer pessoalmente.

        O ano novo também é uma época maravilhosa, pois, nesse intervalo que o antecede deixa as pessoas mais predispostas emocionalmente para viverem um momento belo e marcante.

        Um velho ditado, de autoria desconhecida, afirma que ‘a vida é curta para ser pequena!’ Por isso cada momento vivido deve ser feito de forma intensa e com sabedoria, devendo ser o combustão para isso o poder de flexibilização dos defeitos pessoais (reconhecimento pessoal dos limites e limitações), sendo assim uma estratégia para que os efeitos sejam menos prejudiciais a pessoa em questão ou aquelas à sua volta, assim como também, deve-se ter o cuidado para não se deixar levar pela soberba e orgulho das qualidades expostas e bem elogiadas constantemente.

          Para o filósofo Albert Schweitzer (1875-1965) o ‘exemplo não é a principal coisa na vida: é a única coisa’. Este foi considerado por Albert Einstein e pela revista Time o ‘maior homem vivo’ sendo também escritor, teólogo, musicólogo, conferencista, organista, médico e missionário, tendo nascido em Kayrsberg, na Alsácia Superior Francesa. Em 1952 recebeu o prêmio Nobel da Paz, sendo mais conhecido pelo seu trabalho missionário com os doentes negros em Lambarene, na Áfria Equatorial Francesa com diversos livros publicados e cuja biografia recomenda-se ler.

        Tem momentos na vida que algumas pessoas podem se sentir traídas pelo destino, não entendendo o porquê de vivenciar – como são chamados tais episódios- de prova ou dissabores, e, tentam encontrar um culpado ou culpam-se a si próprias. E assim vivem até chegar uma data especial  pela qual elegem para o ser o ‘dia feliz’ o dia em que nada nem ninguém poderia atrapalhar, afinal de contas ‘é o único dia em que podem usufruir sem pensar muito no ontem e nem no amanhã’.

      Se as pessoas parassem um pouco e refletissem como foi à vida dos seus pais, avós, tios, vizinhos e o que eles fizeram com o ‘pouco’ que eles tinham, é possível observar mesmo diante de algumas falas de que ‘antes era diferente não podemos comparar, hoje é tudo mais difícil’ que hoje apesar da discuta acirrada de alguns setores pode ser dita que é mais fácil do que anos anteriores.

      Ao pensar em termos profissionais, o mercado de trabalho está mais competitivo mas é porque a maioria dos jovens de  hoje tem a possibilidade de fazer uma faculdade, uma especialização, um mestrado e doutorado. São difíceis de se passarem, caros e com poucas bolsas, mas antes, nem isso se podia fazer.

        Um filho de classe média tinha que se contentar e torcer para passar em um concurso público, um filho de uma classe média mais alta tinha que estudar muito para passar em uma faculdade e torcer para ser contratado após a faculdade no estágio em que trabalhava, um filho de uma classe alta tinha que dar conta também de fazer um curso no exterior para ninguém ameaçar o seu emprego no Brasil e os filhos dos menos favorecidos pareciam viver em uma doutrina calvinista possuindo a sua frente somente algumas poucas opções de trabalho.

         Como o título deste meu artigo afirma, pode-se tomar como exemplo a vida pessoal do ex-presidente Lula e da presidente Dilma.  Será que eles viveram suas vidas pensando em ser presidentes? Será, meu caro leitor, que seus pais imaginaram o que você é hoje? Será que seus filhos sabem o que você vivenciou? Será que você, meu estimado leitor, acreditou que daria certo a idéia maluca ou o sonho audacioso de seu/sua companheiro (a)?

     São muitas as interrogações e cabe a cada um responder com uma vírgula, ponto e vírgula, com uma exclamação ou ponto final. Mas o que ajuda a responder a cada uma das perguntas de como será o ano de 2011, depende do olhar próprio de cada um e também da análise das experiências de vida das pessoas nas quais se convive ou o quê se ouviu falar.

    Depende de olhar os exemplos que se têm e aprender com os erros e acertos destes, aprender que o orgulho pode levar a um caminho solitário e perigoso como a do político Serra que não seguiu muito os caminhos que lhe sugeriram (e por isso dizem que perdeu a corrida presidencial trabalhando com a sua própria estratégia) mas também foi o único candidato de seu partido a conseguir o grande número de eleitores que teve até hoje, e, aprender que a força de vontade própria supera os designos que a vida  impõe como o exemplo do político ex-vice-presidente José de Alencar e da apresentadora Hebe Camargo.

        E se cada pessoa olhar para dentro, conscientizando-se de seus limites e limitações, flexibilizando os defeitos e reconhecendo com cuidado as qualidades, terão o ano de 2019 como maravilhoso e todos os momentos serão considerados únicos, e, não precisarão escolher uma data em específica para se protegerem dos dissabores ou para celebrar as vicissitudes da vida.


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